Tudo o que você precisa saber antes de comprar um aquecedor a gás
Chegou a hora de adquirir um aquecedor de água a gás e você tem dúvidas sobre qual o modelo ideal? Talvez você já tenha dado uma olhada em algumas opções, consultado alguns vendedores, e a dúvida ainda persiste, não é mesmo?
Se você busca um novo aquecedor para um imóvel já preparado ou está substituindo um aquecedor antigo, algumas questões você já deve ter as respostas em mãos na hora de avaliar os produtos. Essas questões também são úteis para quando você deseja substituir um aquecedor de acumulação ou pensa em substituir um chuveiro elétrico por aquecedor a gás, ou ainda em aplicações de uso intensivo, porém nestes casos também é necessário responder algumas perguntas adicionais, que você consegue acompanhar em nossos outros artigos.
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Mas, afinal, de que aquecedores a gás estamos falando?
Antes de mais nada, quando citamos “aquecedores a gás” estamos falando de aquecedores de água de passagem a gás, também conhecidos como aquecedores de água instantâneos a gás, ou ainda como aquecedores de água a gás sem tanque.
Com a principal (mas não única) função de fornecer água quente para o banho, estes aparelhos aquecem a água conforme a demanda, entrando em funcionamento quando é aberto o ponto de consumo (uma ducha, uma torneira…). Os aparelhos disponíveis no mercado brasileiro (até 70kW de potência) são submetidos a um rigoroso processo de certificação, contando com diversos dispositivos de segurança e com desempenho avaliado e comprovado em laboratório.
Qual o tipo de gás?
Uma das primeiras perguntas a se responder é qual o tipo de gás disponível na residência. A grande maioria dos aquecedores no mercado é disponibilizada em versões para GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou GN (Gás Natural). É importante frisar que não existem, atualmente, aparelhos bicombustíveis ou “flex”, portanto o aquecedor deve ser adquirido no modelo para o gás correto disponível no local de instalação, GN ou GLP.
Se você tem dúvida sobre o tipo de gás disponível, consulte uma fonte confiável, por exemplo o zelador ou síndico do condomínio, ou a companhia fornecedora de gás. Se tiver a oportunidade ao conversar com estas fontes, questione também as particularidades da instalação de gás (quando GLP, a capacidade de vazão da bateria é importante), medidor de consumo, reguladores e tubulações, que também influenciam na disponibilidade do combustível, e afetam o desempenho do aquecedor.
Caso se engane na compra e adquira o aquecedor com o gás equivocado, entre em contato com a loja para efetuar a troca do produto pelo modelo correto.
Não existem aquecedores certificados para o uso com “biogás”. Por não haver uma composição padronizada desse gás, não foram estabelecidos parâmetros de teste e segurança para seu uso nos aparelhos.

Quantos pontos serão atendidos pelo aquecedor?
O aquecedor a gás esquenta água que pode ser distribuída para diversos pontos de consumo. Por exemplo, em um apartamento com dois banheiros o aquecedor pode fornecer água para as duas duchas, as torneiras dos banheiros e também para a pia da cozinha.
Depois de verificar quantos pontos serão atendidos, deve-se pensar em quantos pontos têm possibilidade de serem usados simultaneamente. Neste mesmo exemplo, se apenas duas pessoas residem neste apartamento de dois banheiros, se as duas duchas estão sendo utilizadas ao mesmo tempo, dificilmente uma torneira será aberta nesta hora.
Uma outra questão importante é saber qual a vazão destes pontos de consumo. Existem torneiras e duchas em que a saída de água é maior, em outras, menor, e isso afeta o desempenho do aquecedor. Uma dica: em duchas e torneiras novas, normalmente é possível consultar a embalagem ou outros materiais do fabricante.
Com a vazão dos pontos e a quantidade simultânea, é possível estimar qual a vazão necessária para atender a necessidade, e poder escolher o aquecedor mais adequado.
Quais as características do imóvel que podem influenciar no funcionamento do aparelho?
uma casa térrea, um sobrado ou um apartamento?
No caso de apartamento, qual o andar? Quantos andares existem acima?
O aquecedor será instalado onde? Na área de serviço?
O apartamento é do tipo “studio” ou “loft” (sem divisões internas entre sala, cozinha, etc)?
Existe saída para o duto de exaustão ou já há duto instalado? Qual o diâmetro dele?
Existe ponto de energia elétrica próximo ao local reservado para o aquecedor?
Qual o diâmetro das conexões de gás e água disponíveis?
Estas características do imóvel influenciam no tipo de exaustão do aquecedor que pode ser instalado, bem como a necessidade de utilização de pressurizador de água para o bom funcionamento do aquecedor.
Depois de verificar quantos pontos serão atendidos, deve-se pensar em quantos pontos têm possibilidade de serem usados simultaneamente. Neste mesmo exemplo, se apenas duas pessoas residem neste apartamento de dois banheiros, se as duas duchas estão sendo utilizadas ao mesmo tempo, dificilmente uma torneira será aberta nesta hora.
Uma outra questão importante é saber qual a vazão destes pontos de consumo. Existem torneiras e duchas em que a saída de água é maior, em outras, menor, e isso afeta o desempenho do aquecedor. Uma dica: em duchas e torneiras novas, normalmente é possível consultar a embalagem ou outros materiais do fabricante.
Com a vazão dos pontos e a quantidade simultânea, é possível estimar qual a vazão necessária para atender a necessidade, e poder escolher o aquecedor mais adequado.
Perguntas respondidas, e agora?
Podemos agora examinar as informações que normalmente são divulgadas na embalagem, no manual ou em outro material do fabricante, e explicar o seu significado.
Capacidade de vazão e potência do aquecedor
A característica mais notável do aquecedor, e como costumam ser classificados em catálogos ou em sites de busca, é a capacidade de vazão. É muito comum já ter a informação de que você precisa de “um aquecedor de 21 litros” em um manual de proprietário do imóvel ou por dicas de amigos. É um número simples (que representa um conceito não tão simples) e ele pode ser usado de forma simples.
A capacidade de vazão em litros por minuto do aquecedor é derivada da potência do mesmo (expressa em kW ou em kcal/h). Consiste em quantos litros de água quente o aquecedor pode fornecer em 1 minuto de funcionamento (20º C de incremento de temperatura).
A maneira simples de se trabalhar com este número é que, sabendo-se o número de pontos simultâneos a serem atendidos e a vazão destes pontos, é possível se calcular o aparelho necessário. Exemplo, se você tem quatro duchas de 8 l/min para serem atendidas simultaneamente, você precisaria de um aquecedor de, no mínimo, (4 x 8) = 32 l/min.
A conta dificilmente será exata, e a escolha do aquecedor depende da sua exigência do desempenho e do clima da região. Por exemplo, duas duchas de 12 l/min = aquecedor de 24 l/min. Um aquecedor de 21 l/min, atende? Em um local de clima quente, pode-se dizer que ele atenderá bem na maior parte do ano, e em um dia mais frio o desempenho com os dois pontos abertos ao mesmo tempo não será tão bom. Mas seria suficiente para quase todos os meses. Em um outro exemplo, três duchas de 10 l/min = aquecedor de 30 l/min. Um aquecedor de 32 l/min, atende? Teoricamente sim, mas se for um local de clima muito frio, onde será exigida uma temperatura mais elevada da água, o conforto seria mais garantido com um aquecedor de 35 l/min.
Pressão de água
A pressão de água ideal para o funcionamento do aquecedor varia de acordo com cada modelo e pode ser consultada nos materiais de divulgação. Via de regra, moradores de apartamentos terão problemas de pressão de água insuficiente quando no último ou no penúltimo andar (ou cobertura), e em casas e sobrados também pode ocorrer essa situação. Existem aparelhos pressurizadores (também chamados de “bombas”) para complementar a pressão de água da rede e obter o desempenho máximo do aquecedor.
Não é recomendável que em casas e sobrados se conecte o aquecedor diretamente ao fornecimento de água, pois a flutuação de pressão é muito grande e pode causar danos ao aparelho. O aquecedor deve ser sempre conectado à rede alimentada pela caixa d’água.
A capacidade de vazão em litros por minuto do aquecedor é derivada da potência do mesmo (expressa em kW ou em kcal/h). Consiste em quantos litros de água quente o aquecedor pode fornecer em 1 minuto de funcionamento (20º C de incremento de temperatura).
A maneira simples de se trabalhar com este número é que, sabendo-se o número de pontos simultâneos a serem atendidos e a vazão destes pontos, é possível se calcular o aparelho necessário. Exemplo, se você tem quatro duchas de 8 l/min para serem atendidas simultaneamente, você precisaria de um aquecedor de, no mínimo, (4 x 8) = 32 l/min.
A conta dificilmente será exata, e a escolha do aquecedor depende da sua exigência do desempenho e do clima da região. Por exemplo, duas duchas de 12 l/min = aquecedor de 24 l/min. Um aquecedor de 21 l/min, atende? Em um local de clima quente, pode-se dizer que ele atenderá bem na maior parte do ano, e em um dia mais frio o desempenho com os dois pontos abertos ao mesmo tempo não será tão bom. Mas seria suficiente para quase todos os meses. Em um outro exemplo, três duchas de 10 l/min = aquecedor de 30 l/min. Um aquecedor de 32 l/min, atende? Teoricamente sim, mas se for um local de clima muito frio, onde será exigida uma temperatura mais elevada da água, o conforto seria mais garantido com um aquecedor de 35 l/min.
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